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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Estrela Na Palma Da Mão


Que nessa tarde azul,
Eu me banhe de lua,
Vista-me de estrelas,
Abrace-me com ternura.
Preciso tanto de mim!
Que saudades de mim,
Quando a noite chega!

De dia, sinto o aconchego.
O trabalho me abraça...
Eu me penduro no pescoço do mundo,
Agarro-me a ele, lutando pelo pão.
À noite, me penduro na paz.
O silêncio se pendura em mim.
Ele gosta da minha paz
E eu da sua solidão.

Observo as estrelas da minha mente.
São sementes de ternura.
Que saudades da minha lua!
Tinha ilusões tão puras...
Mas...Não tive lua de mel.
Saudades de mim no azul do céu!

A tarde azul trouxe a noite escura.
Solitária e crua, sem solidão.
Pendurada nela, a lua sem ilusão.
Pé no chão e estrela na mão,
Tem cinco pontas perfeitas na palma.
Vou seguindo sua direção,
Na busca de mim, da lua de mel...
Medalha pendurada em meu coração.


Elaine Barnes

4 comentários:

Ariadne disse...

Você é pura emoção!!!!!!!!!!!!!!
Beijos azuis!

Elaine Barnes disse...

Puxa! Que bom que gostou! Obrigada! Bjs

(Carlos Soares) disse...

Menina, que poema mais lindo! Gostei demais

Elaine Barnes disse...

Obrigada ! Tenho uma estrela na palma da mão, daquelas que a gente desenha no papel com cinco pontas sabe? As vezes me intriga, não sei pra que ela serve.rs...
Grata pelo carinho. É bom demais! bjão