Deixem-me cá com meus demônios!A combatê-los um a um;
A derrubá-los de seus pedestais...
A querer todos e nenhum.
Deixe-me cá no caminho,
a saber que não vou sozinho.
Nas sombras dos meus "ais",
Moram demônios, nada mais.
Em punho espada iminente,
Seguindo as vozes da mente,
Duelo num combate mudo,
A vencer invasores do meu mundo!
Nuvem de vagalumes, a acender e apagar!
Feito lamparinas de luar na madrugada nua,
Deixando aqui e acolá...
Um demônio esquecido na rua.
Deixe-me! Tal qual botão escondido,
Na roseira da madrugada;
A espera do alvorecer...
Para ofertar a flor solitária.
Sigo os vagalumes, a iluminar meu caminho.
Não há mais sombras, apenas o despertar na aurora fria.
Não sigo mais sozinho,
Vou de braços com a vida!
Elaine Barnes 30/08/1995
PEDRAS BRUTAS

Loucos do abismo, almas feridas.
Perdidos na inconsciência, sem aplausos da vida.
Vaias da carência, abandono da lucidez,
Ora sapiência, ora insensatez.
Quem poderá julgá-los, se todos nós somos um pouco?
E ao ignorá-los? Não seremos mais loucos?
Nos dementes disfarçados aplaudimos a sabedoria;
Nos curvamos enganados no que acreditamos um dia.
Serão eles; sementes plantadas na amargura?
Ou árvores com frutas ausentes perdidos na estrutura?
Talvez pedras brutas, atacando pra defender seu mundo imaginário,
Fechando em paredes a vida, escondidos atrás do muro .
Mergulhados em pânico profundo, alguém emergiu do lago.
Uma imagem refletiu-se no espelho e
Olhou sem reconhecer o companheiro.
Cospiu palavras num monólogo solitário, no eco da solidez.
- " Quem dera ser louco senhor!
Não sou nem um pouco, só estou num beco sem saída.
Bebi muito depressa a vida, que me causou essa embriaguêz!
Minh´alma está bêbada amigo! Só isso."
Elaine Barnes (Redação que fiz em 1994)










