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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Algumas Mulheres...




Estava aqui a divagar, pensando nas mulheres dentro dos seus dramas pessoais.
Histórias reais que me contam, de como se sentem e como é estar em casa.
Vivem todas com suas contradições e maquiam o que as fazem sofrer.

Vem à pressão no trabalho quando tudo dá errado e a vontade imensa de voltar pra casa e descansar o corpo e a mente.
Puro engano! Tem mãe que não deixa!
Ao colocar o pé dentro de casa depois do trânsito...A mãe acaba de colocar fogo pra o seu inferno ficar mais quentinho.
Fala pelos cotovelos, das contas à pagar, do seu filho que largou sujeira e bagunça em tudo que ela limpou, te chama atenção porquê você não liga pra nada. Ainda vem com xingamento de egoísta, que você não reconhece nada do que ela te faz.
Quer fugir, mas, não tem pra onde, afinal, ali é sua casa e não tem direito a dormir sossegada. Ainda te resta os cachorros no quintal e corre pra eles pra ganhar afeto e entregar o seu.
Troca mais do que justa pra você, pois, a mãe que poderia beijar, só usa a boca pra lamentar.
O marido que nem é mais nada, bêbado, se recolhe fingindo que é inocente de ser também um encosto. Você percebe que seu lar não tem rainha, e sim um burro de carga. E pensa:- “Apaga a luz que eu quero esquecer!”.

Tem a que volta pra casa cheia de alegria dos filhos.
A casa cheirosa e limpa, o reconhecimento que é a melhor mãe do mundo e sente aquele prazer em estar lá.
Depois de descansar um pouco, vai pra cozinha fazer aquele jantar gostoso, mas, depois que enviuvou, mostrou-se grande guerreira e arrumou novo companheiro. Tomou um susto! Continua sozinha. Em volta da mesa você e seus filhos, porquê “ele” não assume que é marido, apenas namorado e não aparece antes das 23h, diz que a filha dele de 35 anos precisa ainda de cuidados e fica com ela tomando conta como se tivesse 3 aninhos.
Você venceu todas as barreiras, mas, a do amor entre mulher e homem parece que foi enterrada.
Grita, se coloca, fala da insatisfação, mas, “ele” faz cara de cão sarnento, diz que vai se curar e vai ficando na sua casa. Em nome do amor você maquia a situação e tem fé que vai melhorar. A sua casa ouve seu choro e angústia. “Você não quer estar com alguém porquê precisa, mas, sim por amor!” Pena que ele não sente o mesmo!

Tem as mulheres que voltam pra casa de madrugada depois de já terem passado por tudo isso. Curtem a liberdade de expressão e de ir e vir. Fazem o que querem e trabalham muito. Guerreiras da sobrevivência!
Já chutaram os bêbados e os encostados em seu próprio vitimismo. Já provaram que sobrevivem sem companheiros, amam a liberdade! Ainda cuidam dos filhos, mas, de forma diferente, dividindo tarefas e responsabilidades. Algumas ainda têm mães e irmãos que atormentam, cobram atenção e respostas, mas elas driblam e administram tudo isso. Como nada é perfeito... Sentem que a companhia de um homem seria muito boa, desde que fosse alguém diferente do seu passado. Reclamam que não encontram um parceiro independente: Ou eles estão separados de volta a casa das receptivas mães, ou tem de ficar com as crianças nos finais de semana, ou são desempregados, ou ligados na ex, ou só querem sexo e nada mais.
Enquanto isso elas dançam nas baladas e curtem o que a vida oferece. Sozinhas. Divertem-se, "ficam", são donas do seu corpo e suas vontades.

Tudo é muito complexo, não tão simples assim! Cada uma em seu papel, no seu momento, ajustadas a sua própria natureza. Algumas se dão chance, outras não, aprisionadas em conceitos que não são seus. Vão tentando se encontrar, buscando a si mesmas e criando coragem pra viver o que realmente querem e não o que foi imposto.
Vão separando as sementes do que lhe pertence de fato do que disseram que era verdade e compraram, trabalho que às vezes levam anos de juventude.
São guerreiras! Muitas lutam sem descanso sem tempo de olharem pra si mesmas. Outras já se dão prazer sem culpa, mas, ainda não se encontraram.
A maioria sente falta de um parceiro fixo, não querem casar novamente, mas, ter alguém pra partilhar o amadurecimento, uma chance de ‘fazer diferente”.Com liberdade e respeito a individualidade.
Poderia ficar aqui relatando histórias sobre o vazio que cada uma tem e deseja preencher de felicidade e alegria.

A mãe chata, as cobranças da família, do marido bêbado, do ausente, da falta de dinheiro, pressão no trabalho, justifica as loucuras e aborrecimentos de suas vidas,mas, o buraco é mais embaixo, foi cavado lentamente com pá de resignação. Hoje maduras não se submetem mais a muita coisa, porém, as sequelas ficaram e não explicaram como se faz depois. Conquistaram a independência, trabalham fora, agüentam as chatices e pancadas, dão conta da casa, dos filhos, das baladas, das contas, da sensualidade, da sexualidade despertada e quando voltam pra casa...Não tem um amor de verdade, não aceitam mais um amor de mentira que lhes roube a espontaneidade. Estão mais exigentes, seletivas e mais sozinhas, porém, mais maduras, mais confiantes no direito de fazer suas próprias escolhas.

Elaine Barnes Jan/2009


4 comentários:

Anita Fonseca disse...

Suas poesias são lindas, seus textos muito certeiros, adorei. Espero você sempre no meu blog.

Bjão.

Elaine Barnes disse...

Pode me esperar e agradeço sua visita,me senti lisongeada. Obrigada!!! bjs

Ariadne disse...

Você é uma linda mulher, cheia de sonhos, aventuras e travessuras! vou preparar na minha cozinha um bolo com esses ingredientes: sonhos, aventuras e travessuras, se algumas mulheres tiver a curiosidade de experimentar, vão descobrir que, também são lindas mulheres. Beijos coloridos!!!!!!!

Elaine Barnes disse...

ahahahahah!!!! Travessuras me lembra dia das bruxas! Será um delicioso bolo de beleza,recheado de auto estima,de feminilidade e sensualidade. bjos e agradeço o carinho.