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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

BOCA


Boca que eu quero tanto,
Que tantas vezes secou meu pranto,
Beijando as lágrimas da minha face.
Boca que insinuante, beijou meu corpo,
Abriu o meu porto, sem disfarce.
Mexeu minhas águas errantes,
No mesmo instante, que me fazia tão mulher!
Boca que me entreguei, não disse: “eu te amo”,
Nem ao menos que me quer.
Usou meus lábios como cais!
Boca que desejei,
Cuspiu palavras me machucando...
Não é a mesma que beijei,
Porquê hoje não me quer mais!



Elaine Barnes

22/05/1993

4 comentários:

Ariadne disse...

Sou apaixonada por tudo que o Leo Lama escreve. Não conheci seu pai, mas ele deixou para o Leo a herança das palavras. Digo que ele é artesão das palavras. Beijos!

Elaine Barnes disse...

É demais né, a maneira com o que o Léo desenha as palavras, fiquei impressionada! A Marcia que me indicou o blog dele e me contou que era filho do Plinio. Também não conhecia,só o vi aquela vez,mas,nunca tinha lido nada.Adorei! bjs

(Carlos Soares) disse...

Ola.Pois não sosseguei até ler os "Dementes". Gostei muito e li outros muito bons também.Pude notar certa afinidade entre o que eu e você escrevemos.Você não se apega a um só tema,eu também não. Poesia não tem que só falar de amores bem resolvidos, que está tudo uma maravilha. è preciso falar também do lado obscuro da vida, das mazelas humanas, como a loucura, o mendigo etc. Convido você a ler meu SOBRE DAMAS E PROSTITUTAS e vai entender um pouco dessa afinidade. Leia também QUARTO COLORIDO. Não estão difíceis, estão entre as postagens mais recentes. Um abraço e bm final de semana. Que bom que tenho mais uma amiga.

O Profeta disse...

Construí um abrigo no deserto da emoção
Os vales são as ruas de um Deus
Fecha-se a alegria da terra
Um último olhar de amor, solto dos olhos teus

Na noite tudo se perde
Mora a sombra, o desvario
A indomável vontade do amor
Tem a força de um Rio


Bom fim de semana


Mágico beijo