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domingo, 18 de janeiro de 2009

Lágrimas de Nada




Ah! Esse vazio... Estranha paz triste
O sol brilha lá fora,
Porquê as nuvens estão dentro de mim.
Chove aqui dentro.
Lágrimas de nada, derramadas no vazio.
Ao menos se o gato miasse, se o cão latisse...
Até o rio desliza em silêncio, mas...
Também cairá em algum buraco.
As veias que percorrem meu coração,
Ardem como fogo e nesse sufoco,
Carregam minhas nuvens de novo;
Pingam cansadas dentro do meu corpo.
A chuva cai sem oração, sem perdão;
Lágrimas de nada, não saem dos olhos.
Mesmo assim o sol brilha lá fora e agora,
Alguns pássaros rompem o silêncio quente.
Ainda bem que existem pássaros;
Preenchem com seu canto esse vazio.
E nos meus cantos escuros se faz,
Uma luz quase opaca; um pequeno barulho,
De gaiolas com portas se abrindo.
O barulho da minha chuva se despedindo.
Que paz mais triste!


Elaine Barnes

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