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sábado, 17 de janeiro de 2009

Cadeira de Balanço



Cadeira de balanço embalou sem descanso,
Tantos sonhos meus.
Muitas vezes feliz; libertei-me do ranço,
Recostada nos braços teus.
Como todo ser humano,
Eu, eterna insatisfeita;
Muitas vezes me perdi.
E nos meus desenganos,
No teu colo me encontrei...
No teu silêncio me recolhi.
Foi tão bom teu aconchego,
Todos os dias que vivi.
Guardou meus segredos,
Desabafos e medos...
Entre goles de Parati.
Fiel companheira,
Velha amiga de madeira...
Continuas aí!
Range comigo de velhice,
Paciente com minha tagarelice...
O tempo passou e ainda não cresci.

Elaine Barnes

8/09/1994

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