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sábado, 30 de janeiro de 2010

I Love You Monique


E assim é; a alegria da gravidez com todos os sonhos futuros que imaginamos em nossa vida; Casamento para sempre, bebês fofos, carinho, dedicação, escola, lição, formação de personalidade, filhos criados, o sim e o não, o talvez, quem sabe...E eles crescem, tanto quanto a responsabilidade sobre o amor que cresce junto. Amamos porquê amamos.
Tudo parece tão previsível. Simples e tão complicado.
Em nome do amor erramos, acertamos, batemos na trave e também em quem mexer com nossos filhos. Falamos deles, mas, não permitimos que ninguém fale, a não ser por amor. Os protegemos enquanto podemos e enquanto eles permitem.
Os criamos para o mundo, mas, gostaríamos que fosse só para o nosso mundo ( segredo).

Quando nascem já sentimos a dor da separação, parece uma preparação para nos separarmos mais uma vez lá na frente, quando casam, quando vão estudar fora em outra cidade ou país.
Lá dentro sentimos que é assim. Depois do cordão cortado e separado da gente, colocamos um outro imaginário. Sabemos que um dia será cortado de vez. E que bom que assim é!
Filhos bem criados são aqueles que nos tornamos desnecessários. Tornam-se independentes e alçam seus próprios vôos como pássaros migratórios. Vão conhecer outros mundos, se arriscarem, buscarem a si mesmos e talvez buscar a nós. Crescemos com eles também.
Abrem as asas e emprestamos as nossas para apoio, queremos que sintam mesmo longe, nossa ternura, afeto, oração e um desejo imenso que sejam felizes e não caiam.
Quase todas as mães são corujas e descobrem na Graça da maternidade que o amor tem quatro asas!
Se algo não sair legal, o lugarzinho está guardado no coração da gente que é um porto ou aeroporto onde podem descansar pra ir de novo.
Amor de mãe não se explica, vai além do horizonte, além das discussões, discordâncias, decepções, além da distancia; da alma aflita; da separação. Ama porque quer amar.
Os casamentos não são pra sempre. Os filhos sim. São partes nossas de amor verdadeiro que atravessa qualquer parte do mundo, levando em suas asas saudades. Abrindo-se pra viver livre a experiência de seus próprios sonhos. Seu lugar ao sol. Voar...Voar...
Voa pra vida minha amada filha, leva contigo meu amor e meu orgulho, leva as palavras que eu nunca disse, pois às vezes me faltaram. Elas as vezes são efemeras e não tem a verdade que gostaríamos de expressar,mas, leva então as atitudes de amor, de alegria, de dignidade e liberdade de escolha que vivemos. Não esquece os valores que te dei e os que adquiriu por si.
E não esquece nunca dos seus sonhos, estarei aqui torcendo pra que se realizem. Continue com sabedoria, coragem e a fé minha pequena guerreira. Eu te abençoo com todo meu amor e que Deus te guarde aonde for. I Love you! Te amo... Te amo...Além do horizonte, por onde você for!!!!

Elaine Barnes ( há um ano sem asas, saudades demais)
27/01/09

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CUECA DE VIDRO



Houve um dia uma mulher que despertou sua libido.
Muito inexperiente apesar de quarentão, nunca havia tido uma mulher de fato.
Por um instante onde o amor protegido lhe escapou,
Entregou-se as suas delícias e permitiu-se ser aluno daquela bela professora.
Amou e amou aquela simples e tão somente “mulher”.
Dizem as pessoas, que ela era sua salvação, além de sensual o ensinava coisas do coração.
Coisas do sentir, de liberdade, sem regras...Simplicidade, transparência e movimento.
Em pouco tempo ele desistiu, se recolheu e engoliu todo sentimento que ela havia lhe despertado. Era muita novidade em território intelectual. Sentir, o impedia de pensar e não estava acostumado. Fugia ao seu controle. Não conseguia fazer a ponte entre o sentir e o pensar. Refugiado em sua própria guerra, atrás de uma barricada se escondeu.
Tremendo de medo da sua própria libido, vestiu sua cueca de vidro e nunca mais a tocou.
Não suportou a espontaneidade daquela mulher.Para ela o amor era natural; para ele um vendaval! Precisava da calmaria, seus símbolos no mesmo lugar, alguém para culpar por seu medo de amar, se entregar...Vencer seus fantasmas.
Limitou-se a falar, explicar, justificar e a culpá-la por libertar seu reprimido prazer. Não conseguia mais pensar dizia. Estava feito trem desgovernado!
Fugiu pra dentro de si, para o seu universo pensante inerente ao sentimento. Território conhecido e administrável. Precisou dar nota zero a professorinha pra sentir-se melhor. Como não adianta fugir de si mesmo, ninguém é mestre sem ser aprendiz, disseram as “más línguas” que uma outra mulher partiu a cueca de vidro em pedaços. O atacou. Iludido, seduzido sem a intenção correta, deixou-se usar um pouco; experimentou o êxtase nas esquinas, motéis, acompanhado dela, que lhe prometeu ternura, cheques e uma vida diferente. Dizia-se independente.Ele caiu na armadilha e era observado dia e noite, vigiado. Surtava com o filme “ O mundo de Truman”. Seus pensamentos se perdiam. Seu poder era dela agora. Diluiu-se na fantasia.
Ela era de mentira! Fora agora enganado de verdade. Ela era incontrolável. O deixava confuso. Usava a mente para cercá-lo. Altamente infantil e possessiva.
Quem conheceu a história dele e o vê mergulhado nesse aquário imaginário como um Beta solitário; comenta com pesar que anda por aí vestido em cueca de vidro remendado; praguejando a cena que se repete dia a dia, mas, não consegue se libertar desse cenário.
“Cristal quando quebra não remenda”. Libido aprisionada é poder desgovernado! Dizem que ele ainda vive protegido e defendido: Infeliz no amor, perseguido por ratos e louco; amaldiçoando, gritando pela mãe, culpada de suas projeções femininas. Pobre cego vive ao lado dela e não a vê!

Elaine Barnes
28/12/2008

sábado, 23 de janeiro de 2010

O CIO DAS FLORES



Encante-me como a terra molhada,
Exale o aroma do mato verde na chuva,
Enlouqueça-me como o cio das flores...
Ama-me com seu mel e doçura;
Veja-me com a primavera no olhar.

Serei o barulho da passarada!
Na sua vida o vinho da uva,
Colheita em cachos de amores.
Darei-te do arco-íris as cores...
Depois que a chuva passar!

Seduza-me com o cio das flores,
Beija-me a boca carmim,
Tira-me a cor do baton,
Deixa-me teu açúcar em mim!

Seja minha madrugada de prata,
Quando adormece a passarada...
Onde a lua será tua cor.
E eu a Dama da Noite no teu jardim,
Guardarei meu cio no orvalho...
Só pra te regar de amor!

Elaine Barnes 29/01/09 ( Já faz um ano que escrevi,nossa,o tempo passa,mas o cio das flores,jamais!)
(fotos site olhares Helio Borges Mattos
e Margarida Araújo)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O QUARTO


No armário embutido na parede,
Guardo as cores quentes e frias;
Elas cobrem e descobrem minha vida,
De sombrias a coloridas...
Nos invernos e verões do meu coração.
A cabeceira da cama com pedrarias e enfeites,
Ostentam meus penduricalhos,
Aqueles que guardo na cabeça enquanto durmo.
São meus sonhos que brilham, que sorriem ou me deixam em frangalhos.
No teto um lustre redondo, feminino como eu.
Tem o desenho de uma gueixa que nunca se queixa
Nos braços de Morfeu.
Meu criado-mudo é meu lado que se cala pra tudo
Que não fala, ouve, pensa. Aprendeu.
A cortina creme veste minha janela.
Cobre o meu olhar pra fora quando preciso olhar pra dentro.
O pé direito alto é meu salto que não pisa, flutua.
A fotografia na parede é a minha memória,
aquela que busca para sempre o agora, na moldura do meu centro.
A minha cadeira gira no meu eixo que às vezes num desleixo,
Desencaixo-me sem respeito com espírito desatento.
Meu quarto é meu inconsciente onde busco notícias de mim;
Onde abro as gavetas e descubro a que vim.
Algumas têm intimidade, outras, realidade...
Tem gavetas com cadeado, segredos que nem sei.
Gavetas de saudades, ah nem tanto assim!
Com coragem já abri a dos fantasmas,
Da gaveta eles correram pra mim...
Tive medo, mas enfrentei mesmo assim.
Não acabam nunca!
Abri a da felicidade e fizemos amizade,
Legal ela, abro sempre e sorrimos juntas.
Do meu quarto saem palavras sem maldade
Procuro acordá-las e trazê-las aqui.
Convido-as a um passeio no quintal
E apresento-lhes o mundo virtual.
Saímos juntas do quarto contamos histórias...
Voltamos e abrimos mais gavetas de memórias.
O meu quarto está longe da solidão,
Tem o barulho de muita gente nesse pequeno mundo,
Um eco na gaveta da imensidão!

Elaine Barnes
Foto: Elaine Barnes

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sem Você...


Não vejo nada agora,
Uma neblina matinal
Encobre o dia lá fora.
Aqui dentro uma vontade de ir embora...
Não posso.Você não está aqui!
Esse desespero, essa pressa...
Lembro-me de quando te conheci
Um momento tímido, estranho, mas...
Percebi um brilho que eu não tinha mais.
Começamos um namoro e aos poucos,
Construímos uma nova realidade.
Você colocando cores, formas na minha vida,
Uma segurança que eu há muito não tinha.
Eu sempre contigo te levando a sério.
Não sei porque agora você brinca comigo?
Essa relação de amor e ódio virou uma rotina,
Volta pra mim! Preciso tanto de você!
Sem tua presença me desespero,
Não é o esconde-esconde que eu quero.
Não suporto mais a tua ausência!
Preciso sair daqui e sozinha é tão difícil...
Sinto raiva dessa dependência!
Sem você não sigo, fico aqui perdida;
São tantos caminhos...Imploro,apareça!
São Longuinho, São Longuinho,
Se eu achar meus óculos dou três pulinhos!

Elaine Barnes 17/01/2010(achei o bendito, ufa!)
Foto de João Leitão,site olhares


Informe: Amigos infelizmente o blog " Meu mundo quadrado" Do Saulo Prado foi clonado e junto o orkut dele também, quem for seu seguidor exclua do seu orkut. O clone chama-se " molhada de tezão". Ele está arrasado,não entendo porque as pessoas tem tanta má fé.Já denunciou a blogspot,mas,ele não consegue entrar no blog dele de jeito nenhum.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mui Amiga!


Uma conversa entre duas amigas num shopping.

-Quero o conjunto, amiga, um pouco de tudo!
Quero um homem que me ame, seja fiel, interessante, carinhoso...
Cubra-me de mimos, me respeite, compreenda minha TPM.
É tão pouco o que quero. Não acha?
Ah sim,já ia me esquecendo! Que seja culto também, inteligente... Que me leve passear, viajar...Que goste dos meus amigos, que não seja ciumento.
Sem falar na pegada, porque homem sem pegada... Deus me livre!
Que seja uma mistura de romântico com cafa sabe? Mas, só o jeito, porque mulher não gosta de galinhas conquistadores, aqueles que falam e fazem tudo pra conquistar, mas, depois que conquistam somem. Tudo bem, eles são interessantíssimos, mas, quero só aquele jeito de Don Juan romântico, porém quero ser exclusiva, tem que ser só meu!
É tão simples não concorda amiga? Apenas que me mande flores, que me ligue sem cobranças, mas, só pra saber se estou bem. Atenção sabe?O que custa!? Ah, não acho que sou exigente, se tiver dente e que trabalhe já está de bom tamanho, o resto é tão pouco menina! E você amiga, me fala qual é seu tipo de homem?
- Ah, eu espero o seu. Na hora que você encontrar esse príncipe, eu monto no cavalo dele primeiro e aceno pra você! Não basta ser amiga não é? Tem que participar! Ah me poupe! Pra mim um sapo já está bom, beijo ele e pronto ao menos é real. Existe!

- Mui amiga você hein!

Elaine Barnes 3/11/09(Eu ouvi esse diálogo)

Foto Guilhermino Ramalheira site Olhares

sábado, 9 de janeiro de 2010

ESCALPO


Bem devagar fui cortando seu cabelo loiro.
Os cachos se enrolavam e caiam da minha mão,
Já aparecia sua cabeça nua e branca e seu cabelo ao chão.
Meu sadismo dentro do teu erotismo.Não me esquecias!
Há tanto me olhavas, desafiavas, me seduzias!
Eu resistindo ao teu encanto fingia não te ver.
Insistias.Tua sedução, em mim despertava fantasias.
Já louco por ti, não serias mais de ninguém! Prometi.
Essa vontade de sentir teu cio molhado na minha boca...
És só minha agora, sem cabelos, sem apelos!
Com minha faca te dou o golpe de misericórdia.
Escalpo! Um prazer que a muito não sentia.
Rendi-me. Nada mais podia fazer.
Entreguei-me a sentir teu gosto que quase doía;
Uma mistura de doce com cítrico;
Chupei tua vida.Com a boca d’água me refaço,
Sem culpa jogo teu bagaço,
Minha loira laranja baia!

Elaine barnes
6/1/2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Novas Floradas


Lá fora vejo as árvores que se iluminam de azul no clarão dos raios.
Quando se apagam, elas ficam negras com o céu de fundo;
Tão solitárias e firmes como eu.
Sem luz, apenas uma vela acesa na mesa e a bela natureza que ensaia a tempestade.
Um espetáculo visto da transparência da minha janela.
O silêncio é corrompido pelo assovio do vento. Dá medo!
Os trovões rompendo a noite. Gritam, impõem seu poder de serem ouvidos. Reclamam dos raios que despertaram seu sono. Sons aterrorizantes! Mas, uma tela se desenha com delicados riscos iluminados no infinito. Penso que são reflexos da nossa vida. Luzes tão brilhantes, rompantes, clarões, ora apagões que nos deixam cegos, sem saber o próximo passo. Perdidos. De repente vem a água e rega nossas raízes e lembramos que somos árvores, novos brotos vem com o sol, novas floradas e novos frutos. Tudo se acalma depois que a natureza furiosa avisa que retém todo o poder. Suas marcas ficam, assim como nós, depois de uma árdua luta com a escuridão, os tombos deixam cicatrizes, mas depois da tempestade, sempre vem a bonança. Crescemos!

Elaine Barnes
(Foto Cesar rasec- site olhares)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Davi 45 dias e seu primeiro banho de 2010

Nesse ano tome um banho de pureza e que cada um de nós cuide muito bem da sua criança interior. Sorria mais, brinque mais,divirta-se mais, pois não há felicidade sem prazer e nem alegria sem lazer.Ligue o som e FELIZ ANO NOVO!



É muito fofo né?!

Elaine Barnes corujando