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sábado, 29 de agosto de 2009

Uma Lua Para Marcia





Vi a lua sobre a mesa.
Ela escondia uma mulher que acenava com a cabeça um “não”;
Como se não quisesse ver que poderia ser deusa.
Se olhasse pra cima veria um clarão!
Uma luz de sol de mãos dadas com a lua.
Se baixasse o olhar veria o que julga ilusão,
Um ser masculino que poderia ser escolha sua.
Ele emana a sua frente espiritualidade, mente e coração.
O mar lhe presenteia com um caranguejo,
Como ele, caminha de lado sem olhar o chão.
Sua ilusão está na mesa dos desejos...
E através do véu existe a paixão.
Tem medo de se iludir, mas, o que vejo,
É que essa mulher tem as fases de um vulcão.
Prefere a calmaria de um século...
A explodir sem controle da situação!
Ela se esconde por medo do desconhecido,
Ilude-se com o que pensa e não o que sente.
O medo de se esparramar no chão é da mente,
Pois, seu coração já está aquecido por uma luz acesa,
Tem uma cadeira de veludo com um amor sentado,
Enquanto a lua ilumina seu rosto sobre a mesa.

Elaine Barnes (carta vista por olhos leigos)
17/08/09

9 comentários:

Marcia G. disse...

Elaine, obrigada pela postagem.. um momento tão bonito entre nos.. nossos encontros são realmente cheios de experiencias na consciencia. gosto muito de sua escrita.. sempre gostei!
grande beijo, Marcia

Majoli disse...

Que lindo amiga.
Sou apaixonada por rimas, principalmente essas que vem da alma.

Beijos no coração.

(Carlos Soares) disse...

Sinceramente viajei nos versos dessa mulher que tem as fases de um vulcão, mas com autocontrole,que explode quando quer e precisa. Pode dormir séculos, mas quando explode,quem segura?Eu sempre digo,ainda que seja momentâneo, de vez em quando a gente precisa explodir um vulcão. Muito lindo. Ah, gostei muito do seu comentário, com café da manhã bem mineiro. me deu até fome sabia? beijosssss.Some não tá?

(Carlos Soares) disse...

Querida,Elaine.Primeiro obrigado por suas palavras.Mas vou contar uma coisa que não vai acreditar. Eu tinha maior dificuldade em fazer textos,era apegado só a poesias.Tentava e não saía nada. Sabe quem me incentivou a fazer textos? Anita,que perguntava:" você não tem textos,contos?".A partir daí fui me dedicando mais, lendo grandes autores,pesquisando a diferença entre contos,crônicas,artigos e fui começando. bem, não tenho pretensão de dizer que vou ensinar.Nada disso,né.Mas vou tentar ajudar. Primeiro, um bom título é fundamental, que atraia a atenção de quem vai ler. Por exemplo. "Por que o cravo brigou com a rosa?". "Lições a um pai". "Nos jardins de Neverland". "Quase beijei Grace Kelly". O título tem que ser atraente. Não pode ser longo demais,porque a maioria das pessoas tem preguiça de ler. Não ser repetitivo dentro do próprio texto. Separar o texto por etapas,ir p´reparando o letior, prendendo a atenção,que crie expectativas dele para o final.Que ele pense sempre que o final será surpreendente. E a regra maior: isso você já deve ter notado nos meus textos.Não me contenho,até me exponho demais.Porque gosto de falar de mim. Você precisa gostar falar de você, sem neuras,sem medos.E ainda que seja um tema alheio, ao expressar sua opinição,ponha emoção,as pessoas gostam disso. Espero ter ajudado.Beijos

(Carlos Soares) disse...

Saiu cortado; a regra maior, é emoção.Deixe sua emoção fluir

A.S. disse...

Elaine...

Gostei de te ler! Voltarei...


Beijos!

(Carlos Soares) disse...

Eu de novo.Vai enjoar hein? Li o mendigo eremita.Sinceamente não vi nada de mal ou errado no texto.Eu acho que ficou muito bom sim.Você fez uma narrativa de uma cena do cotidiano,que a gente tão acostumado,não percebemos mais ou não nos importamos,ou não estamos nem aí,melhor dizendo. Apesar de ser uma cena forte e você conseguiu sim dar esse tom forte ao texto.Ficou bom demais. Ah ,e sobre erros ou pontuação, vocçe acha que os grandes mestres da literatura não corriam ao dicionário antigamente? E no caso de hoje vão todos na correção ortográfica do word. Com certeza.Isso não é defeito.Defeito é ter pesquisa fácil na mão e fazer errado não é mesmo?beijão

(Carlos Soares) disse...

correção: você

a magia da noite disse...

os segredos escondidos nas dimensões paralelas apenas se revelam aos que conseguem abstrair-se das realidades mundanas, deixando fluir os sentidos e evoluindo para outros níveis de conhecimento, outros futuros paralelos ao presente.