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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sobrevivência



Fugi das encrencas,
De qualquer evidência,
Que estivesse ali.

Encolhi-me na coxia,
E fora da cena,
A corda eu subia,
Sem ver que desci.

Dentro dessa covardia,
Eu nem aparecia.
Pintei a vida de rosinha,
E da verdade me escondi.

Do borralho fui a cinza,
Cinderela na fantasia,
De um baile que nem vi.

31/07/2010

foto google

sábado, 14 de maio de 2011

Pensei

Pensei num rabo e lembrei de rabanete.
Pensei na pele lembrei do sabonete.
Pensei no céu lembrei de um passarinho.
Pensei na minha casa lembrei de um ninho.
Tem dias que as idéias embaralham,
Tem horas que as coisas sérias se espalham.
O que é, parece lembrança,
O que não é, me dá esperança.
Vejam só que coisa louca!
Escrevi na lousa:
“Eu só sei que nada sei”
E me lembrei!
“Sabia que o sabiá
Sabia assoviar?”
A natureza é sábia,
Desprovida de empáfia.
Pensei na terra e no matuto,
Lembrei do macuco.
Sabedoria que não tem um doutor!
Na solidão do macuco...
Lembrei de quem não tem um amor!

Elaine Barnes