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quarta-feira, 29 de julho de 2009

A Estopa e o Veludo



E a mão encontrou a maciez.
Atraída pela suave textura.
Quentura que alisa...
Com Carinho e aventura.

Envolvente na conquista.
Amor à primeira vista!
De sensual cor púrpura,
Tinha pele de fruta.

Como vapor que alisa,
Numa Sensação mista,
De calor e ternura...
De Poder e luxúria .

E cessou a procura.
Nada mais na lista.
Conquista feita.
Luva perfeita!

Eis que a outra mão;
Com a mesma rapidez,
Bateu-se na dureza,
Primitiva e rústica.

Sentindo a aspereza,
De um muro de chapisco...
Arranhou-se na rispidez,
Nas farpas de amor bandido.

Tanto faz o veludo ou a estopa.
Há que se ter os pés no chão .
Nenhum se usa o tempo todo,
Tem o tempo de uma estação.

Inverno e verão.
Amor ou paixão?
Quem dera o coração...
Tivesse duas mãos!

Elaine Barnes

sábado, 25 de julho de 2009

Aquarela no Estoque


Houve um dia em que acreditei,
Na transparência da tua alma.
No rosa do teu coração,
No elo dourado da união,
Na brancura das tuas mãos!

Pra ti me vesti de violeta;
Transmutei todas emoções.
Ofereci um arco íris de amores,
Em desejos multicores.
Escrevi canções!

Entreguei-te meu perfume...
Meu aroma de flores,
Em sonhos coloridos!
Pintei de carmim meu sorriso,
Disfarcei de prata meu ciúme.

E o fogo da paixão...Apagou.
Deitou-se no rosa choque,
O amor despertou azul...
Pintando a rosa do coração,
Com aquarela do estoque.

Acreditei, pintei,
Me iludi,aprendi, colori...
O amor tem cores!
Minha tela de amores,
Na intensidade que vivi.

Elaine Barnes
24/02/2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Belo João Vitor


Chegou a Terra com três quilos e
Mais quinhentos gramas,
Um habitante muito esperado.
Chegou meio assustado.
Fez um pouco de charme,
Chorou, esperneou...
Pudera, estava quentinho;
E achou o dia muito gelado!
Ficou meio perdido, até...
Ganhar um colinho...
Aconchego, chamego...
Beijinho e algumas lágrimas
De alegria. Logo depois,
Sentiu frio de novo.
Hora do desfile!
Um monte de narizes,
Colados num vidro,
E olhos molhados do povo.
Viam-no pelado de saco roxo!
Fez charme com beicinho tremido...
Já fazendo parte desse Todo.
Às dez horas e cinqüenta e sete minutos,
De hoje, vinte e quatro de julho,
Chegou à Terra um pouco mais de luz;
João Vitor FF mais um milagre de Deus!
Perfeição que enche de orgulho...
Toda a família que ele escolheu!

Elaine Barnes ( Me sinto avó dele tb.Valeu Ines, sua árvore já deu frutos! Parabéns!)
24/07/2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Obrigada Por Costurar Comigo


Pego uma fita de cetim,
Amarro as palavras,
Dou um laço em meus versos,
E ofereço a você amigo;
Que me ensina pelos riscos,
A passear contigo,
Nos textos maravilhosos,
Que escreves com carinho.
Nessa colcha de retalhos...
Que costuras comigo;
Ofereço muitas linhas,
A escrever com os fios de Ariadne.
Um bordado delicado a Anita...
Bem aplicado na sensibilidade,
De o poeta Carlos Soares.
Ofereço a minha grande amiga,
Márcia Gonçalves também uma frase:
“Compreensão e coração são o que fica,
Quando a gente se comunica”.
Aqui tem todo o universo,
Da sabedoria da Ocaa...
A complexidade de Icaro Reverso.
Meu feliz dia do amigo!
Obrigada por cada gesto,
Por cada verso!
Elaine Barnes
20/07/09

sábado, 18 de julho de 2009

Trégua


Bom momento,
Sentimento,
Discernimento,
Vento...
A favor!

O universo conspirando,
Presenteando,
Confiando,
Semeando...
Regando a flor!

Um doce sorriso,
É preciso,
Deslizo,
Suavizo...
Aliso a dor!

Vou com o rio,
Sem frio,
Com brio,
No cio...
Anuncio o amor!

Elaine Barnes
18/07/09

Davi Menino Amigo



Ah! Davi que ainda não vi.
Sei que passeia no escuro,
Dentro do seu mundo,
Mergulhado em águas abençoadas,
Que alimentam seu futuro.

Ah! Davi bendito fruto do amor,
Cresce e reconhece o carinho,
Mexe e remexe no ninho,
Protegido em calor!

Já é bem vindo menino!
É filho, neto, sobrinho, primo...
Pequenino e já tão grande amigo.
E quando a luz iluminar seu olhar...
Ah Davi! É a vida a brilhar!

Elaine Barnes
(Aguardando novembro para ver meu neto)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Amor de Volta


Já ia longe o frescor da juventude;
A pele firme, os traços bem feitos.
Já ia longe os filhos crescidos,
Desmamados de seus seios.

Ela, somente agora estava crescendo.
O tempo fez sua história;
Parecia ter passado muito lento,
Como brisa na sua memória.

De estrela, virou constelação.
Dera vida a uma família;
E o sol que aquecera seu coração...
Escondeu-se na lua tão fria.

E assim respirou sozinha,
O ar da noite, da cama vazia.
Na alma uma abelha rainha,
No seu interior, o mel existia.

E assim descobriu o amor,que
Sempre fora seu companheiro,
Mas não viu. Não buscou no interior,
O procurou no parceiro.

O doce sentido da vida,
É agora seu abrigo,
Seu chão de relíquia,
É estar de bem consigo!

Uma paz terna,
Que a maturidade trás.
Quem dera fosse eterna...
E não a abandonasse mais!

Elaine Barnes